Workflows
Visão geral
Um workflow é uma automação que começa num trigger e transporta dados através de uma cadeia de passos até produzir um efeito — escrever registos, enviar um email, chamar um sistema externo. Cada passo lê os dados que o workflow já reuniu até esse ponto, faz um trabalho, e passa o resultado ao passo seguinte, para que o que um passo produz o seguinte possa consumir.
Os workflows substituem trabalho manual repetitivo e scripts ad-hoc: importar um lote de documentos, reagir a uma mudança de estado, sincronizar dados com um sistema externo, ou pausar para que alguém verifique algo antes de ser aplicado.
Os workflows são geridos na secção Automações do modo design. A barra lateral tem Início, Execuções, Revisões, Ligações e Modelos, cada um com endereço próprio (/workflows-v2, /workflows-v2/runs, /workflows-v2/reviews, /workflows-v2/connections, /workflows-v2/templates), e por baixo a lista das automações, pesquisável, com o botão das Arquivadas (/workflows-v2/archived).
Triggers
Um workflow tem exatamente um trigger. Triggers disponíveis:
| Trigger | Dispara quando | Configuração |
|---|---|---|
| Manual (a pedido) | Alguém o dispara manualmente, a partir de um de quatro âmbitos: Genérico (sem contexto — por exemplo, um botão de dashboard), Linha (um único registo), Feature (vários/todos os registos de uma feature), Vista (os registos atualmente visíveis numa vista) | O âmbito, mais uma feature de origem (Linha/Feature) ou uma vista (Vista) |
| Upload de ficheiro | Documentos são carregados através da própria caixa de diálogo de upload do workflow — uma execução por ficheiro | Extensões de ficheiro aceites |
| Webhook | Um sistema externo envia um pedido POST para o URL próprio do workflow | O URL/token é gerado automaticamente para ti (copia-o, ou regenera para invalidar o antigo), mais uma descrição opcional |
| Agendado (cron) | Numa agenda, ou quando chega a data de um registo | Um intervalo simples (a cada N minutos/horas/dias), uma agenda de calendário (diária/semanal/mensal/anual/uma vez, ou uma expressão cron em bruto) com fuso horário, ou o modo Data: uma tabela, uma coluna de data, dias antes/depois e a hora |
| Registo (Mudança) | Um registo numa feature escolhida é criado, alterado e/ou apagado — um gatilho só, com um ou mais tipos de mudança marcados | Feature a observar, os tipos de mudança (pelo menos um) e um filtro sobre os dados do registo; com "Alterado" marcado também aceita um filtro sobre o estado anterior (para modelar uma transição, por exemplo pending → paid) e uma lista de colunas que têm de ter mudado |
Quando o gatilho Registo (Mudança) observa registos apagados, o filtro vê os valores que o registo tinha antes de ser apagado e também quem o criou e quando (as colunas "Criado por" e "Criado em").
No filtro do gatilho Registo (Mudança), o campo Origem (Utilizador, Modelo, Importação, Automação, API ou Portal) limita a automação aos registos que vieram dessa origem: com Portal, corre só para os registos que os clientes criam a partir de um portal.
Agendado por data
No modo Data, o gatilho agendado corre a automação uma vez por cada registo de uma tabela cuja coluna de data chega ao dia, à hora escolhida, no fuso horário do workspace. Dias antes/depois desloca o dia: -3 corre três dias antes da data, 2 corre dois dias depois, 0 no próprio dia. Um filtro opcional restringe os registos. Serve colunas de data e de data e hora; uma data e hora conta no dia do fuso do workspace.
Cada registo corre uma só vez por data, mesmo que publiques uma versão nova da automação nesse dia. Se a data do registo mudar, volta a correr na data nova. A automação recebe o registo como no gatilho Registo (Mudança), com as variáveis event (date), rowId, dateColumn e dueOn (o dia do disparo).
A execução acontece na hora seguinte à hora marcada. Um registo cuja data passe a ser hoje depois dessa hora não corre nesse dia. Para experimentar sem esperar, abre Testar e escolhe um registo: a execução corre como se a data dele fosse hoje.
Passos
Os passos estão agrupados em cinco categorias. A paleta de passos (aberta a partir do + no canvas) está organizada da mesma forma, e o canvas colore o conector de cada passo consoante a categoria.
Sources — trazer dados
| Passo | Lê |
|---|---|
| CSV — ler ficheiro | Um CSV carregado (delimitador, linha de cabeçalho) |
| Excel — ler folha | Uma folha Excel carregada |
| JSON — ler lista | Um array/objeto JSON de um ficheiro ou de uma variável |
| OCR — extrair documento | Campos estruturados de um documento (PDF/imagem) via AI, de acordo com um schema que definires |
| HTTP fetch | A resposta JSON de uma API externa, convertida em registos — opcionalmente através de uma ligação HTTP |
| Ler registos | As linhas de uma tabela de origem à escolha, com filtros tipados (os mesmos editores por tipo dos filtros de tabela - e cada regra aceita variáveis via um toggle {{}}) e um limite de linhas (500 por predefinição, máximo 2000) - a base para workflows de reconciliação. A opção "O que fazer aos registos" decide se as linhas lidas substituem as que já estão no fluxo ou se se lhes juntam, para conciliar duas tabelas |
Transforms — reformular os dados
| Passo | Faz |
|---|---|
| Mapear → colunas | Mapeia campos de origem para colunas da feature de destino, mais valores fixos |
| Deduplicar | Compara cada registo com registos existentes por um ou mais campos-chave e marca-o como insert / update / skip |
| Conciliar (match) | Concilia dois conjuntos de registos entre si (regras exatas/numéricas/de data/fuzzy) e atribui uma pontuação a cada correspondência — por exemplo, movimentos bancários vs faturas |
| Agente (emit-only) | Envia os dados atuais para um agente de AI com um prompt e um schema; o resultado junta-se às variáveis do workflow (por exemplo, para classificar um tipo de documento). O agente só propõe — nunca escreve nada por si só |
| Agente (Autónomo) | Um agente de IA investiga os dados com ferramentas de leitura e propõe um resultado (texto, dados estruturados, linhas propostas ou um relatório); quem escreve é um passo a seguir. Consulta o corpus de referência anexado ao passo, as fontes da organização escolhidas e, com Pesquisa na web ligada, a web; cada pesquisa e cada página lida gastam créditos à parte |
Control — decidir o caminho
| Passo | Faz |
|---|---|
| Condição (if/else) | Ramifica com base numa variável, na contagem de registos, ou na forma dos dados |
| Agente escolhe a rota | Um agente de AI escolhe exatamente uma de várias rotas nomeadas que definires (pelo menos duas); cada rota torna-se numa faixa própria no canvas |
| Sub-workflow | Corre outro workflow como um único passo. Por predefinição dispara uma vez com os dados atuais (fire-and-forget); em alternativa, pode gerar uma execução filha por registo e esperar que todas terminem antes de continuar |
Gates — pausar para uma pessoa
| Passo | Faz |
|---|---|
| Revisão humana | Pausa a execução e mostra os dados propostos para alguém editar, aprovar, ou rejeitar. A apresentação adapta-se aos dados: campos simples (predefinição), uma tabela quando os registos correspondem a uma feature, um visualizador de documentos, campos de email, ou um único bloco de texto — definido via "Formato de revisão". Um limiar de confiança opcional pode aprovar automaticamente registos acima desse valor |
| Aprovação | Um ponto de controlo simples de aprovar/rejeitar com um título e mensagem personalizados — sem registos mostrados |
Em Revisão humana, cada registo recebe uma decisão insert / update / skip mais um toggle de rejeição; aprovar escreve o lote e retoma a execução. Se todos os registos acabarem rejeitados, a caixa de diálogo oferece antes Rejeitar e repetir (começar uma nova execução a partir dos mesmos dados de origem) ou Rejeitar e retomar (terminar esta execução sem escrever nada). Na página Revisões as pílulas Pendentes, Minhas (as dirigidas a ti) e Resolvidas separam a lista; podes ainda filtrar por automação e, nas pendentes, por antiguidade. Num ecrã largo, a revisão de dados abre ao lado da lista (as aprovações e as conversas continuam numa caixa de diálogo), e sair com alterações por guardar pede confirmação. Os indicadores mostram as pendentes, as resolvidas e as rejeitadas nos últimos 7 dias e o tempo médio até à decisão, contado desde o início da execução.
Sinks — o efeito
| Passo | Faz |
|---|---|
| Escrever registo | Escreve ou atualiza registos numa tabela à escolha, com cada coluna-alvo ligada a um valor (literal ou variável). Cada coluna leva a coerção do seu componente, e uma coluna de moeda leva também as casas decimais dela — o que se grava tem a precisão da coluna, não a da conta. Produz {{vars.write.*}} — o id e os dados do registo escrito — para os passos seguintes |
| Guardar registos preparados | Escreve os registos aprovados na feature de destino: insere novos, atualiza correspondências (pela mesma chave que o Deduplicar), ou ignora. Seguro de retomar depois de uma pausa — nunca escreve o mesmo registo duas vezes |
| Enviar email | Envia um email (destinatários/assunto/corpo), opcionalmente com os ficheiros do workflow anexados — através do transporte de email global ou de uma ligação SMTP específica |
| Gerar relatório | Gera o PDF de um relatório guardado, de blocos ou HTML, para o registo da linha do gatilho (ou outro que indiques) e com os valores que deres às entradas do relatório; escolhes ainda o nome do ficheiro e o idioma (português ou inglês). O PDF junta-se aos ficheiros do workflow, para o Enviar email o anexar com "Anexar ficheiros da execução", e o passo dá {{vars.report.fileName}} e {{vars.report.pages}} aos seguintes. O PDF sai em A4 e com o tema claro. Cada tabela entra no documento com as 2000 linhas mais recentes, mais o registo e as linhas ligadas a ele; quando uma passa disso, o passo avisa em {{vars.report.warnings}} |
| Chamar tool MCP | Chama uma tool num servidor MCP externo (por exemplo, um sistema de faturação) através de uma ligação MCP |
Um valor que a tabela recuse por ser repetido (uma coluna com Valor único) para o passo com um erro que nomeia a coluna, em vez de uma falha genérica: o registo não entra e o run fica com a razão à vista.
Referenciar dados de outros passos
Os valores dos campos na configuração de um passo podem referenciar os dados que o workflow já reuniu até esse ponto:
| Referência | Aponta para |
|---|---|
{{record.campo}} | O registo atual do conjunto de trabalho |
{{records.2.campo}} | Um registo específico, por índice |
{{vars.nome}} | Uma variável do workflow |
{{vars.trigger.coluna}} | A linha que disparou o workflow |
{{vars.write.rowId}}, {{vars.write.record.coluna}} | O resultado do último Escrever registo - também inserted, updated, rowIds. É sempre o do passo de escrita mais recente: numa cadeia com vários, usa antes {{vars.steps.<id>.write...}} para apontar a um passo concreto |
{{vars.steps.<id>.<saída>...}} | A saída de um passo específico, pelo seu id - sem ambiguidade quando há dois passos iguais na cadeia |
{{sys.now}}, {{sys.today}} | Data e hora atuais / data de hoje |
Cada campo de configuração que aceita {{...}} tem, no próprio campo, um botão {} que abre um menu com pesquisa e agrupado - Gatilho, Variáveis, Saídas por passo, Registos, Ficheiros, Sistema - listando o rótulo de cada coluna (não o nome técnico) e o respetivo tipo; escolher uma entrada insere o token na posição do cursor desse campo. As saídas compostas, como o registo escrito por Escrever registo, aparecem já expandidas coluna a coluna, com o rótulo e o tipo de cada uma: já não é preciso escrever os caminhos profundos à mão.
Um token que aponta para um valor que não existe naquele ponto do fluxo não passa em silêncio: o Escrever registo acrescenta ao registo de execução um aviso a dizer que valores faltaram, a que coluna estavam ligados e em quantos registos, e se a coluna ficou vazia, incompleta ou com o {{...}} por resolver, por exemplo "cliente" ← {{record.cliente}}. É um aviso e não um erro: os registos continuam a ser escritos. O aviso aparece na linha do passo, abaixo do nome, e não só nos dados do passo. Um valor que existe e está vazio não gera aviso.
Se o Escrever registo falhar por não ter recebido registos (por exemplo, um gatilho manual de âmbito "Genérico" ligado direto ao passo), a mensagem explica a regra e as saídas: usar o âmbito "Linha" ou um gatilho de registo, pôr antes um passo que produza registos (como Ler registos), ou, para escrever na linha que acionou o fluxo, o modo "Atualizar o registo do gatilho". A mensagem indica o modo em que o passo correu.
Nos filtros do passo Ler registos, cada regra tem um toggle {{}} que troca o valor tipado (o mesmo editor por tipo dos filtros de uma vista em tabela) por um campo de texto livre - com o mesmo botão {} - para comparar a coluna com uma variável em vez de um valor fixo.
A maior parte dos passos mostra dois painéis no rail de configuração: Recebe, no início, com o que chega do passo anterior (ou do gatilho); e Produz, no fim, com o que esse passo acrescenta aos passos seguintes.
Ligações
As Ligações (Automações → Ligações) são acessos reutilizáveis e pré-configurados a um serviço externo, referenciados por nome a partir dos passos. Os secrets são encriptados no vault e não podem ser lidos de volta depois de guardados, só substituídos.
| Tipo | Guarda | Usado por |
|---|---|---|
| HTTP | URL base, headers, autenticação, endpoints com nome | HTTP fetch |
| MCP | URL do servidor, autenticação (nenhuma / bearer token / header personalizado) | Chamar tool MCP |
| SMTP | Host, porta, utilizador, endereço de remetente, TLS | Enviar email |
| AI Provider | Fornecedor, modelo, URL base (traz a tua própria chave) | Passos de OCR e de agente |
Os passos de AI (OCR, agente) funcionam prontos a usar com as definições de AI configuradas na organização — uma ligação AI Provider só é necessária para usar um fornecedor ou chave diferente num passo específico.
A página Ligações mostra cada ligação num cartão, com o tipo, as automações que a usam e o estado de saúde. As ligações de base ficam numa secção e as criadas a partir de templates noutra; o cabeçalho conta as ligações e quantas têm erro.
| Estado | Significado |
|---|---|
| Por testar | Ainda ninguém a testou nem correu com ela |
| Ligada | O último teste ou a última execução correu bem |
| Chave expirada | O serviço respondeu 401 ou 403: renova a chave |
| Com erro | Qualquer outra falha, com a mensagem no cartão |
O estado atualiza-se com Testar, no cartão (ou Testar ligação na caixa de diálogo de edição), e também quando uma execução usa a ligação num passo HTTP fetch. As ligações AI Provider não têm estado.
Nova ligação abre um seletor com o tipo (HTTP, MCP, Email, IA): escolhe um e o passo seguinte pede só os campos desse tipo. A ligação Email (SMTP) serve para enviar email em nome da organização.
Início
O Início abre com os indicadores de hoje (execuções, falhadas, por rever e ativas): tocar em Falhadas abre as Execuções do dia, e Por rever abre as Revisões. Por baixo, a lista das automações que não estão arquivadas, agrupadas pelo grupo que lhes deres (as sem grupo ficam no fim, em Sem grupo). Cada linha mostra o estado, o gatilho, a última execução e o interruptor que ativa ou pausa a automação; pausar pede confirmação.
Uma automação desativada pelo sistema mostra Auto-desativada com o motivo, e um rascunho ainda por aplicar mostra Rascunho. Tocar numa linha abre o fluxo. O menu ⋯ de cada linha tem Editar, Correr agora, Duplicar, Exportar pacote, Pausar (ou Retomar) e Arquivar. Um rascunho por aplicar não corre nem se pausa.
Os filtros Estado, Gatilho, Dono e Etiqueta, a pesquisa e o agrupar combinam-se. Importar pacote traz as automações, os modelos e as ligações de outro workspace.
Nova automação
Nova automação (na barra do Início ou no + da barra lateral) pede só o Nome e, opcionalmente, o Grupo, e abre o editor no gatilho. A automação nasce como rascunho e só dispara depois de a aplicares e ativares; o gatilho, a tabela e os passos escolhem-se no editor. O Dono (por omissão, tu) e as Etiquetas editam-se em Configurar.
Preferes descrever o que queres? Criar com IA gera um esboço a partir de texto, que revês antes de criar.
Os modelos prontos (importar CSV, importar documentos por OCR, aprovar faturas, avisar a equipa, classificar pedidos com IA e outros) estão na página Modelos: escolhe um, confirma a tabela na pré-visualização e cria o rascunho.
Modelos
Modelos (/workflows-v2/templates) é uma galeria com pesquisa e duas secções. Os teus modelos são as automações que tu ou a equipa guardaram, as da organização e as deste workspace. Modelos da casa são os que já vêm prontos, por família (Notificações, Documentos e OCR, Aprovações, Dados e cálculos, Integrações), com filtro por família. Cada cartão diz o gatilho, o número de passos e o que o modelo precisa (uma ligação HTTP, uma caixa de correio, créditos de IA). Importar pacote traz modelos de um ficheiro.
Ver mostra o fluxo do modelo com os mesmos cartões do editor (o gatilho, os passos e os ramos lado a lado) e o que vais configurar ao usá-lo. Usar faz as perguntas do modelo: a tabela (vem sugerida quando há uma com nome parecido; se lhe faltar uma coluna que o modelo usa, o diálogo avisa) e os valores que o modelo deixou em aberto. Usar modelo cria a automação como rascunho e abre-a. Em Usar, os cartões acompanham as respostas; um passo que ainda tem um problema aparece marcado. Num ecrã estreito, o fluxo aparece em lista.
Guardar como modelo
No menu ⋯ de uma automação, Guardar como modelo guarda-a para a reutilizares. Escolhes o nome, a família e onde fica disponível: neste workspace ou em toda a organização. Em Ao usar o modelo, pede-se, cada valor configurável tem um modo:
- Obrigatório: quem usa o modelo tem de o preencher.
- Com valor por omissão: vem preenchido com o valor de hoje e pode ser mudado.
- Fixo: fica como está e não se pergunta.
O modelo guarda a versão aplicada no momento de guardar; alterar a automação depois não o muda. Uma automação ainda sem versão aplicada não se guarda como modelo. No cartão de um modelo teu, ⋯ permite editar o nome e a descrição, exportar o pacote ou apagar; apagar tira-o de Modelos e não afeta as automações já criadas a partir dele.
Criar com IA
Criar com IA (na barra do Início e na dos Modelos, e em Nova automação) funciona em dois passos, no mesmo diálogo. É a única entrada por texto.
- Descrever. Escreves o que queres automatizar, por exemplo «Quando uma fatura é aprovada, enviar um email ao fornecedor»; há exemplos das tabelas do workspace. Pré-visualizar pede um esboço à IA, que usa as tabelas e colunas do workspace. Se já escreveste o nome em Nova automação, ele passa para o esboço.
- Pré-visualização. Mostra o Nome, a Tabela, o esboço com os cartões do editor (os passos com problemas vêm marcados) e o que fica por configurar. A IA indica as colunas que usa; se trocas a tabela, o esboço volta a ser validado e avisa das colunas em falta. Para mudar o esboço, escreves o pedido no campo Pedir uma alteração ao esboço… («em vez de avisar, cria uma tarefa para o responsável»); cada alteração gera um esboço novo e volta a desenhar os cartões. Criar rascunho cria a automação e abre o editor no primeiro problema.
Cada pré-visualização gasta créditos de IA: o diálogo mostra o saldo da organização antes e o total gasto depois. Nada se cria antes de Criar rascunho, e a automação nasce como rascunho. Sem créditos ou sem ligação, o diálogo diz porquê. Ou usa um modelo leva à página Modelos, que funciona sem ligação.
O editor
O editor mostra os passos como cartões sobre um fundo cinzento ponteado. O gatilho é o primeiro cartão, seguido da cadeia de passos: clica no + quadrado no fio de ligação para abrir o seletor de passos e inserir ali um passo, clica num cartão para editar a sua configuração. Cada cartão mostra o número do passo, o título, um resumo e chips com as consequências, o estado da execução e a duração. Um cartão pode recolher-se numa só linha (seta do cartão, duplo toque ou o menu ⋮); Recolher passos / Expandir passos, junto a Recolher todos os ramos, faz o mesmo a todos. Passos de ramificação (if/else, encaminhados por AI) bifurcam o canvas em faixas lado a lado que voltam a juntar-se.
Para navegar num fluxo grande: Ctrl/⌘ + roda (ou o gesto de pinça no trackpad) amplia entre 50 % e 200 %; arrastar o fundo, espaço + arrastar ou deslizar com dois dedos desloca o canvas. Os botões − 100 % + no canto inferior esquerdo ajustam o zoom, e Centrar no fluxo enquadra o fluxo inteiro na parte visível.
As alterações são um rascunho até Guardar nova versão — guardar cria uma nova versão; as versões anteriores e o respetivo histórico de execuções mantêm-se intactos. Uma faixa de avisos acima do canvas assinala configuração incompleta (por exemplo, uma feature de destino em falta); Executar fica desativado enquanto houver alterações não guardadas ou erros por resolver.
Configuração
A configuração de cada automação abre num diálogo, a partir do botão de editar que aparece na linha da automação na barra lateral (ao passar o rato por cima) ou de Configurar no cabeçalho da automação. Tem as secções Identidade (nome, descrição, tabela, gatilho, passos), Dono e etiquetas (o Dono e as Etiquetas), Avisos (Avisar o dono quando falha; o email chega numa próxima atualização), Onde aparece e Versões. As alterações guardam-se com Guardar; já não se aplicam à medida que se escreve. Onde aparece explica se a automação aparece como botão nos registos (só as manuais com tabela). Versões lista as versões aplicadas, com o autor, a data e as execuções de cada uma, só para consulta: continua a haver uma versão ativa, um rascunho e um Aplicar.
Executar um workflow
Manualmente, onde o botão aparece depende do âmbito do trigger:
- Genérico, Feature, Vista — a entrada Ações na barra das seis vistas de registos (tabela, kanban, lista, cartões, calendário e gantt), em três grupos: Genéricas (todas as vistas), Da tabela (as vistas dessa tabela) e Desta vista (só a vista escolhida no trigger). Em Configurar → Ações escolhes quais aparecem; por omissão aparecem todas as elegíveis. Os workflows que a app corre sozinha (ganchos de um temporizador, atualização de uma tabela gerida) não entram.
- Linha — a barra de seleção da tabela: com linhas selecionadas, Ações corre o workflow uma vez por linha.
- O componente Workflow, num formulário ou numa coluna de tabela, e o menu de ações do painel de detalhe do registo também disparam Genérico, Linha e Feature. O componente recusa um workflow de âmbito Vista e encaminha-te para a entrada Ações da vista.
Automaticamente, um workflow dispara por si só assim que a condição do trigger é satisfeita: uma alteração de registo correspondente, um horário agendado, ou uma chamada de webhook recebida — sem necessidade de ação do utilizador.
Para testar um workflow antes de ligar o seu trigger real, usa o botão Testar do editor: para file.upload abre a caixa de diálogo de upload real; para qualquer outro trigger abre uma caixa de diálogo de simulação onde escolhes um registo real ou escreves JSON à mão. O Modo teste vem ligado: os passos de escrita não escrevem nada e só registam o que fariam (os passos de IA correm a sério e gastam créditos).
Depois de lançar, a caixa de diálogo fica aberta e segue a execução: cada passo com o estado e quanto demorou, o erro do passo que falhou e, em cada passo que grava numa tabela, O que teria sido escrito com as primeiras linhas. Correr de novo repete com os mesmos dados. Num rascunho que correu bem, Aplicar e ativar aplica as alterações e liga a automação. Podes fechar quando quiseres: a execução continua e fica em Execuções.
Execuções
A página Execuções lista as execuções do espaço de trabalho, da mais recente para a mais antiga. Abre no dia de hoje; o período muda para 7 ou 30 dias, e filtra-se ainda por automação e gatilho. As pílulas no topo (Todas, Falhadas, Em curso, Com revisão) mostram quantas execuções há em cada estado e filtram a lista; contam o período inteiro e não só o que está carregado (acima de 1000 mostram «1000+»). A lista atualiza-se sozinha enquanto houver execuções a correr.
Cada linha mostra a automação, o estado, a origem (o registo, a agenda ou o ficheiro que a disparou), o início, os passos e a duração. A lista carrega 25 de cada vez: em baixo diz «A mostrar X de Y» e carregar mais traz as seguintes.
Tocar numa linha abre o detalhe ao lado da lista (num ecrã estreito, numa caixa de diálogo): como foi iniciada, a origem, a versão, os passos com os tempos e Dados do passo. Em Dados do passo, os passos aparecem com os cartões do editor, cada um com o que lhe aconteceu nesta execução (concluído e quanto demorou, falhou e porquê, ou não correu) e com </> para ver a entrada e a saída. Se a automação mudou desde a execução, ou num ecrã estreito, os passos aparecem em lista. Uma execução falhada mostra o passo onde falhou e oferece Repetir execução; uma execução à espera de revisão oferece Rever. Se a mesma ligação falhou em duas ou mais execuções nas últimas 24 horas, o detalhe avisa disso e leva a Ligações para renovar a chave. Exportar CSV descarrega até 1000 linhas do filtro atual.
O separador Execuções de cada automação mostra a mesma tabela só dessa automação, com a coluna da versão em que cada execução correu, as execuções por dia, as falhas por passo e quem dispara.
A Atividade, no menu do teu avatar, tem três separadores: Sobre os meus registos (as execuções que correram sobre registos que criaste ou de que és dono), Este workspace (as execuções em linhas) e À minha espera (as revisões dirigidas a ti, com Rever).
As execuções de teste levam a marca Simulação e ficam fora dos indicadores, dos indicadores do Início e da contagem de falhadas; as revisões que pedem contam na mesma.
As execuções leem-se do servidor: sem ligação, a página diz que só se leem online.
| Estado | Significado |
|---|---|
| Pendente | Em fila, ainda não foi apanhado |
| A correr | Em curso |
| A rever / A aprovar | Pausado num Gate, à espera de uma pessoa |
| A aguardar | Pausado à espera de um webhook, de uma agenda, ou de execuções filhas |
| Sucesso | Concluído |
| Falhou | Falhou — passa o rato sobre o ícone de erro para veres o motivo |
| Cancelado / Rejeitado | Interrompido, ou rejeitado num Gate |
Selecionar uma execução destaca onde ela está no canvas, e acrescenta um botão Rever/Aprovar diretamente no passo pausado. O ícone de histórico de cada execução abre uma linha do tempo passo a passo: o nome de cada passo, o estado, quanto demorou e (através do botão </>) os dados exatos de entrada e saída, para depuração.
Uma falha transitória (por exemplo, uma chamada externa instável) não aparece como Falhou — a execução volta a Pendente e retoma automaticamente a partir de onde parou, até um limite de tentativas; o ícone de erro mostra o número de tentativas e o motivo da última falha.
Cancelar uma execução
Uma execução na fila, a correr ou à espera pode ser cancelada em Cancelar, na linha ou no detalhe. Na fila ou à espera, para logo. A correr, para antes do passo seguinte: o passo que já está a correr acaba o que começou, por isso o que já escreveu fica escrito. Cancelar precisa de rede.
O que uma automação mudou
O histórico de um registo diz quando foi uma automação a mudá-lo, com Ver execução. O detalhe de uma execução lista em Alterações feitas os registos que ela criou ou atualizou (os que apagou ainda não aparecem).
Correr uma automação a partir de um registo pede confirmação.
Aviso de falha
Se a automação tiver dono e o aviso de falha ligado, o dono recebe no sino uma notificação «Automação falhou» por execução falhada, no registo onde correu (falhas seguidas da mesma automação em 15 minutos juntam-se num só aviso, com o número de vezes). Tocar no aviso abre a execução. As execuções de teste não avisam.
Dicas
- Um workflow precisa de um trigger e de pelo menos um passo — uma cadeia vazia não pode correr.
file.uploadprecisa de uma feature de destino configurada num passomapantes de permitir o upload.- A aprovação automática em Revisão humana é fail-closed: um valor de confiança em falta, ou abaixo do limiar, continua a ir para uma pessoa.
- Aprovação não tem atribuição por aprovador — quem quer que abra a execução pode aprová-la ou rejeitá-la.
- As chamadas Sub-workflow aninhadas têm um limite de 5 níveis, para evitar recursão descontrolada.
- Arquivar um workflow impede-o de disparar e mantém o seu histórico de execuções. Em Arquivadas, Restaurar devolve-o ao Início em pausa, e Apagar de vez pede o nome do workflow e apaga também o histórico.